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E o que é sabão mesmo, gente? Faltei a aula de Química, todas elas!

A criação sem sabão Se você e eu habitamos o mesmo planeta, ambos, como bons conhecedores dessa terra, sabemos que não existe árvore de sabão. E nem cachoeira, e nem montanhas, e nem hortinha, seja ela orgânica ou o temível, o bicho papão da nossa era, agronegócio. Isso, não significa, claro, para o bom homem capitalis que somos, que não inventamos uma forma de vender "sabão" (mesmo não o sendo) em larga escala e enriquecer nossos bolsos, figurativamente falando, pois hoje dinheiro é algo demodê, e sujo, muito sujo, nojento, infecto, afirma com convicção meu pai bancário aposentado. E convenhamos, ele tem a sua excelência no assunto. Na última, e primeira, viagem que fizemos juntos, deixou de comer um pastel de Belém, ressalto pastel de Belém de Portugal, em Portugal, pois, numa retrospectiva do seu dia, havia, em algum momento, algumas tantas horas antes, tocado em umas moedinhas. Dei-lhe na boca, e lhe omiti, obviamente, a minha própria culpa, pois sou uma boa filha, ...

Sobre soda, sabão e ignorância.

Frutos da Saponária Há muito tempo atrás, muito tempo considerando o ponto de vista de quem vos escreve, estive em relação com uma planta chamada Sapindus saponaria . Fazia parte das alternativas ao uso de detergentes de lavar roupa (sim queridos amigos, a grande maioria dos produtos disponíveis no mercado são detergentes, mas conversamos sobre isso em outro momento). E, como vivemos num período de diminuição das fronteiras “virtuais”, deparei-me com o uso do seu fruto nas máquinas de lavar roupas européias. Recomendava-se colocar algumas dessas bolinhas num saquinho, usar a máquina de água quente e pronto! Maravilha das maravilhas! Quem diria. Toda empolgada, achei que tinha inventado sei lá, o pastel de carne moída. Qual foi a minha decepção, decepção digamos pra minha vaidade, ao descobrir que vivi boa parte da minha vida vizinha de uma árvore dessas; resumindo, tinha no quintal da minha mãe. Ela conhecia como sabão de macaco, coisa de infância ela dizia, e, diante do chão do q...

A Trajetória da Salvação

Brotos de Girassol Não, calma, eles não vão virar sabonetes. Mas eles são parte, deveras importante, da produção de sabão. Sim, eles são alimento. Alimento para o corpo da tal saboeira que, veja só, além de fazer sabão, também escreve, respira, come, pensa e ó, como pensa essa menina. Eles são parte de uma trajetória que começou, bem, começou quando a Flávia nasceu. A Flávia nasceu, respirou, comeu, andou, aprendeu a nadar, a escrever, a falar. Tudo bem direitinho, como mandava o figurino à época. Como todos nós fazemos, por mais que desejemos pensar o contrário. E, em determinado momento na trajetória da vida da Flávia, quando ela já tinha pra lá de um par de décadas, surgiram os brotos de girassol. Calma, eu explico, não vá tomar tudo ao pé da letra, mas tampouco vou lhe ajudar muito a vida, leitor. Não vou mastigar tudinho, é preciso que você acompanhe o nosso pensar. Em determinado momento, a Flávia se deparou com algumas ideias, um conhecimento novo que, gradativamente,...

Coco e Aroeira

Sabonete de Coco e Aroeira Extrato Oleoso de Urucum A feitura desse sabonete começou com a produção do extrato oleoso de urucum e do extrato oleoso de cravo da índia. Ah! Como me encantam as especiarias, seus cheiros, seus sabores. Aquecido à baixa temperatura por longas horas, o óleo de coco palmiste logo adquiriu esse tom aqui um tom amarelo, avermelhado que forneceu essa cor de "doce de abóbora" encantadora. Esse óleo de coco também pode ser usado na cozinha e esse extrato tem garantido uma cor extra às receitas. Pois bem, o colorau, tão comum nas nossa culinária é o pó obtido pela moagem das sementes de urucum acrescido de alguma fécula, normalmente de milho. Mas continuemos no sabão. A sua formulação é 100% óleo de coco com uma porcentagem superior de óleos para garantir uma limpeza suave e a hidratação necessária no cuidado da pele do nosso corpo. A escolha dos óleos essenciais privilegiou notas picantes, de especiarias, como é o caso da pimenta rosa...

Castanha do Brasil

Sabonete de Castanha do Brasil A fórmula desse sabão é desenvolvida a partir do nobre óleo de castanha do Brasil prensado à frio. São essas propriedades exclusivas desse óleo que garantirão um cuidado extra na pele, promovendo uma grande hidratação e uma limpeza suave. Definidos os óleos vegetais que constituem a massa base do sabão, é a hora daquele grande momento. Os aromas! Aquele perfume vindo diretamente da natureza fornecido pelo uso exclusivo de óleos essenciais puros. Elaborou-se uma sinergia composta de três óleos buscando um perfume refrescante e estimulante: alecrim, eucalipto e citronela apresentam a sua magia. Além das propriedades aromatológicas (o cheirinho encantador), esses óleos ainda nos trazem outros benefícios. Óleo Essencial de Alecrim : Comprovadamente antibacteriano, o óleo essencial de alecrim ajuda a controlar a caspa e prevenir a queda de cabelos, é um ótimo tônico capilar. Por conta das doses elevadas de cineol age como adstringente, ...

quando começa?

Por onde começar? Começa pelo começo grita o papagaio que mora na minha cabeça. Mas onde é o começo?, pergunto. E o papagaio se cala. Afinal, ele só sabe repetir um punhado de frases prontas. O papagaio aprendeu que tudo que tem um fim tem um começo. O papagaio sabe que aquilo que nasce está fadado à morte.  Mas será possível a existência de algo que não tenha fim nem começo? É nos possível capturar o primeiro instante do surgimento de algo?  O que é nascer, o que é morrer? O que é o começo, e o que é o fim? Estamos nos últimos dias do ano de 2016. O papagaio aprendeu que isso é o fim de um ciclo, e o início de outro. Entretanto, quando o papagaio despertar na manhã do novo dia, ele continuará sendo o mesmo velho papagaio repetidor de passados, repetidor dele mesmo.  Para o papagaio não há fim, e portanto não há começo.

era só azul.

Painting the ocean waves of the Night Sea by Cricket Diane C Phillips, Cricket House Studios era noite e não era era azul mas só era e esse só, ele não pertence à essa frase era o oceano e por isso, era tudo. era negro e branco era azul brilhante era noite e não era por conta de uma lua prateada grande cheia tão grande que não se via ela só era espelhada no azul do oceano mas não se via as águas calmas era calmaria que se refletia prata, pérolas brilhantes as pequenas ondulações eu via espuma branca ondinhas mas quem via? eu estava no quarto sentada. mas eu via. e o que vi, está escrito aqui. não é nada, é só poesia,