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era só azul.

Painting the ocean waves of the Night Sea by Cricket Diane C Phillips, Cricket House Studios era noite e não era era azul mas só era e esse só, ele não pertence à essa frase era o oceano e por isso, era tudo. era negro e branco era azul brilhante era noite e não era por conta de uma lua prateada grande cheia tão grande que não se via ela só era espelhada no azul do oceano mas não se via as águas calmas era calmaria que se refletia prata, pérolas brilhantes as pequenas ondulações eu via espuma branca ondinhas mas quem via? eu estava no quarto sentada. mas eu via. e o que vi, está escrito aqui. não é nada, é só poesia,

deixe que os mortos enterrem os mortos

"Os mortos são aqueles mortos para todas as possibilidades de trabalhar e mudar a si mesmos" Maurice Nicoll, Psychological Commentaries on the Teaching of Gurdjieff and Ouspensky

O "eu" ordinário é acúmulo de conhecimento.

O conhecimento condiciona o homem. O conhecimento tem a qualidade de liberar a mente? O conhecimento não tem, mas a qualidade que você obtêm do conhecimento: senso de capacidade, de saber, o peso, isso fortalece o ego. A palavra conhecimento significa o acúmulo de informações, experiência, teorias, passado e presente... O passado ajuda, pois o conhecimento é passado? Pode uma mente que está sobrecarregada de conhecimento ver a verdade? Para ver a verdade, a mente deve estar livre de conhecimento. O começo importa enormemente que pode, até, condicionar o futuro enquanto cresce. A liberdade é limitada pelo conhecimento. Não há acumulação certa ou errada de conhecimento... Diz o budista, eu não tenho dúvida na minha mente. K responde, então paramos de questionar. É possível uma evolução psicológica, um amanhã serei bom? Diz, em geral, nós, a humanidade, sempre soubemos que devemos ser bons, se houvesse essa possibilidade, nós não seríamos o que somos hoje, já teríamos evoluídos....

celebrar a morte

J.Krishnamurti - 7º - O que é a Morte? A Morte tem algum significado? - "A Transformação do Homem" Como eu vou me levantar de manhã? É muito simples, tenho de levantar e fazer coisas, a vida exige que eu aja! Eu sei o que amar, realmente? Eu não sei o que é morte? Pergunta o Dr. Bohm, se o ego não é nada além de uma imagem, então o que morre? Há alguma coisa que morre, já que a imagem não é real? As imagens morreram, "eu" morreu. É possível "reconhecer" a morte do ego? Estou assustado, pois quando isso morre, isso que chamei de "eu" por tanto tempo, é um fim... O que é isso que acaba? Se é meramente o fim de uma imagem, então não é nada. ( Mas se estou identificada com essa imagem, se sinto, penso e tenho a sensação de que sou ela, então isso é muito. Pois então é a morte de "mim mesma" ) Há algo mais profundo que morre? Não é o fim da imagem que morre, mas algo muito mais profundo. Não é, portanto, a morte do organismo. Qual ...

o eu não existe

Vejamos, observe-se, ninguém pode fazer por você. Ninguém pode observar. Observe o fluxo dos seus pensamentos. Há um belo truque aí, comumente falamos: eu penso isso, eu sinto aquilo. Tem um pensamento que "me" perturba. Krishnamurti, seu guru, ou essa que vos escreve pode dizer, mas nada substitui o fato, a percepção real. Nesse caso, observe o movimento do pensamento, observe que o próprio pensamento cria um "eu". O "eu" é apenas mais um pensamento, mais uma idéia, mais uma crença. Não há eu, há apenas o pensamento. Não há observador, há apenas o que é.  J.Krishnamurti - 6º - O Observador é a coisa Observada? - "A Transformação do Homem" Qual a diferença entre as feridas armazenadas e aquelas que virão? Diz o Dr. Bohm que não há distinção entre as feridas do presente e do futuro porque todas vem do passado. K. não divida as dores do passado e do futuro porque a imagem é a mesma. Há somente dor. Há somente prazer. Olhe apenas para a...

cuidado com a minha máscara, ela pode espetar a sua.

J.Krishnamurti - 5º - Existe o cérebro inconsciente? - "A Transformação do Homem" quem inventou o inconsciente? Você está cônscio do seu inconsciente? are you aware of that? i am aware of a aspect of myself! Dr Bohm responde que existe coisas que fazemos que não sabemos a origem. K. define o inconsciente como algo escondido, algo que tenha ficado para trás. E o Dr. psicólogo dá boas explicações do inconsciente. A pergunta do K. é, porque dividimos o inconsciente? Essa própria divisão é fragmentação. Diz Freud que certos materiais são tornados inconscientes pelo cérebro porque são extremamentes pertubardores. Então, o cérebro mantêm assim para evitar encarar os fatos. A palavra inconsciente já determina uma separação. Outra forma de descrever é que determinado material é simplesmente evitado. A mágoa permanece. É possível viver sem nunca ser ferido? Viver com tudo o que está à sua volta, sem nunca, nunca ser ferido? K. diz, quanto mais sensível você é, mais aware...

Eu sou um sujo espelho que reflete você.

Há algo em mim que não seja simples repetição? O que chamo de eu, é essa vida condicionada, esse amontoado de imagens projetadas. Todo o movimento é mecânico, não há nada novo, não há eu, sou, unicamente, um amontoado de gentes com suas esperanças, medos, desejos, vontades, prazeres. Sou um nada, uma nulidade, um zero. Nada há de novo aqui. J.Krishnamurti - 4º - Sobre a criação de imagens - "A Transformação Homem" Porque os seres humanos vivem da maneira que vivem? Pode o ser humano permanecer psicologicamente sozinho? A principal razão de os serem humanos não realizarem uma radical transformação é o medo de não serem parte de um grupo (sentido de pertencimento). K. diz que só a partir dessa solitude pode-se cooperar. Diz Bohm que antropólogos perceberam que nos povos primitivos o sentido de tribo era muito forte, existe a segurança psicológica de estar na tribo. Quando se é tirado do grupo, a pessoa se sente perdida, pois já não sabe quem é. A maior punição que u...